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Resenha: Passarinha, de Kathryn Erskine

Acho que devia postar outras coisas do que resenhas repetidamente.. Mas o que o posso fazer se só estou lendo livros incríveis ultimamente? rsrs ;)

Autora: Kathryn Erskine
Páginas: 224
Editora: Valentina

Sinopse: Passarinha - No mundo de Caitlin tudo é preto ou branco. As coisas são boas ou más. Qualquer coisa no meio do caminho é confuso. Essa é a máxima que o irmão mais velho de Caitlin sempre repetiu. Mas agora Devon está morto e o pai não está ajudando em nada. Caitlin quer acabar com isso, mas como uma menina de onze anos de idade, com síndrome de Asperger ela não sabe como. Quando ela lê a definição de encerramento ela percebe que é o que ela precisa. Em sua busca por ele, Caitlin descobre que nem tudo é preto ou branco, o mundo está cheio de cores, confuso e bonito.


Passarinha vai nos contar a história de Caitlin, uma menina de 10 anos que tem Síndrome de Aspenger - Síndrome de Asperger (SA), também conhecida como Transtorno de Asperger ou simplesmente Asperger é um transtorno neurobiologico, e também uma condição psicológica do espectro autista caracterizada por dificuldades significativas na interação social e comunicação não-verbal, além de padrões de comportamento repetitivos e interesses restritos. Difere de outros transtornos do espectro autista pelo desenvolvimento típico da linguagem e cognição. (Wikipédia) que faz com que ela não reconheça bem as emoções, entenda tudo literalmente etc - e Caitlin acaba de passar por uma grande tragédia. Seu irmão mais velho, Devon, foi assassinado na escola, por um aluno que resolveu chegar na escola com uma arma e sair atirando em pessoas inocentes ;S

Caitlin e seu pai estão muito abalados, a mãe de Caitlin morreu quando ela era bem pequena, e agora, seu pai está muito perdido. Tanto que Caitlin praticamente só pode contar com sua orientadora na escola, a Sra. Brook.


Com a ajuda da Sra. Brook, Caitlin acaba percebendo que o que ela e seu pai realmente precisam é de um desfecho. Ou melhor dizendo, sua definição: O ato de dar um fim a; uma conclusão. Caitlin quer isso, e depois de um tempo, acaba descobrindo o que fazer. Ela quer terminar o armário que Devon estava fazendo, para o seu projeto de se tornar Escoteiro Águia.

E com isso, nesse processo de terminar esse desfecho, vamos vendo muito sobre Caitlin e sobre sua síndrome. Uma das coisas que mais gostei. A forma como é tratada, a forma como Caitlin pensa; suas ações, seu jeito - que acaba por afastar os colegas de classe – e nossa, ainda é difícil para mim descrever isso. Então leiam alguns dos meus quotes preferidos do livro :)
"Eu gosto das coisas em preto e branco. Preto e branco é mais fácil de entender. Cor demais confunde a cabeça da gente."
 "Livros não são como pessoas, livros são seguros."

É, acho que por isso já dá para ter uma noção de como a cabeça de Caitlin funciona.
Uma das maiores lições do livro é aprender a lidar com pessoas que agem de formas diferentes, porque entendendo, podemos ajudar e compreende-los.




Outra foto que me fez gostar bastante do livro, foi suas referências ao livro O Sol é para todos - em inglês To Kill a Mockingbird - um clássico dos Estados Unidos - que ainda não li, mas já está na minha lista de próximas leituras! :)

Minha Opinião

Além de tudo o que já disse ali em cima, acho que a coisa mais impressionante foi o amadurecimento que vemos em Caitlin durante a leitura. Ela vai de uma garota que não tem nenhum amigo, não gosta de se aproximar das pessoas, para uma que tenta ajudar, e que tenta dar o melhor de si para ter amigos. O que é uma enorme coisa.

Gente, foi um livro incrível. Sem mais. Um livro triste, doloroso, mas lindo.

Nota: 5 estrelas/ Favoritado

Resenha: Extraordinário, de R. J. Palacio

Hey leitores!

Aproveitando as últimas semanas de férias? Haha, eu tô!

Por isso decidi postar mais de uma vez nessa semana, e hoje cá estou eu para falar de um dos meus amores que li agora no começo do mês... Extraordinário, da autora R.J Palacio.



Autora: R. J. Palacio
Páginas: 320
Editora: Intrínseca
Gênero: Infanto Juvenil

O livro nos contará a história de August Pullman - ou somente Auggie -  ele é um menino de 10 anos que poderia ser como qualquer garoto de sua idade.. Porém Auggie nasceu com uma grave doença que afetou seu rosto, e depois de várias cirurgias, o deixou deformado.

Sua família, sabendo que ele não seria tratado muito bem nas escolas, o educou em casa - sua mãe, para ser mais específica. Mas mesmo com os problemas Auggie sempre teve amigos, sua irmã mais velha, Via, também o adora e é uma irmã super protetora, enfim, Auggie sempre recebeu muito amor por sua família.

Mas, as coisas estão mudando na vida de Auggie, ele está indo para o quinto ano, e sua mãe decidiu que era a hora de Auggie ir para uma escola. O Pai de Auggie, Nate, acha que ainda não é a hora certa, nem Auggie - no começo - reluta em aceitar ir para uma escola, sabendo que será tratado mau pelas outras crianças.



A mãe de Auggie acaba convencendo-o a, pelo menos, fazer uma visita a escola Beecher, e elá conhece três outras crianças que o diretor Buzunfa - rsrsrs - chamou para mostrar a escola a Auggie, Jack Will, Julian e Charlotte.

Jack e Charlotte, o tratam bem, mas Julian é um estúpido logo de cara.. Perguntando se Auggie tinha se queimado e por que ele é assim, enfim, com ele realmente vemos que crianças podem ser bem cruéis quando querem.

Depois da visita a escola, Auggie acaba aceitando ir estudar, contanto que possa desistir quando quiser, o que sua mãe aceita.



Na escola acompanhamos o dia-dia de Auggie enfrentando as dificuldades de ser um garoto tão diferente, e ele acaba sofrendo bullying por parte dos garotos e garotas da escola, o que o faz ficar muito triste.. Também faz amizade com Summer - uma garota que não se importa com que os outros pensam dele e se aproxima de Auggie quando todos o repeliam como se ele fosse um tipo de doença - gostei muito dela. E também tem Jack - que tive uma séria relação de amor e ódio algumas vezes - mas que no final mostra o quanto se importa com Auggie e que muito valoriza sua amizade.

Minha Opinião

Logo no começo do livro Auggie nos diz - o livro é narrado em 1º pessoa por ele - que não importa o quanto tentemos imaginar como ele é, é ainda pior. Isso me fez ficar muito curiosa com relação a aparência dele e eu nunca tinha ouvido falar da doença dele..

Extraordinário é mais um dos livros que eu acho que deveria ser discutido em sala de aula.. Pois fala de bullying, sobre se importar de mais com a aparência física de alguém a ponto de que se a pessoa não for "normal aos padrões" você se sente incomodado e o exclui, xinga e etc.. 

Outra coisa que eu gostei bastante no livro é os vários pontos de vista, temos a visão da irmã de Auggie, Via, Jack, Summer, Justin - o namorado de Via - e etc.. 

Enfim, eu amei de mais o livro e também gostei muito de como a história se desenvolveu até chegar ao final - apesar de ter sido um final meio clichê.

Esse livro entrou nos meus favoritos e é claro que eu recomendo demais a todos! ;)

Nota: 5 estrelas\Favoritado

Resenha: Uma ilha no oceano, de Annika Thor

Boa tarde!

Tô de volta para outra resenha, esse livro eu li emprestado da biblioteca da minha escola, e simplesmente amei!

Quer saber mais sobre Uma ilha no oceano? Continue lendo! ;)


Autora: Annika Thor
Páginas: 237
Editora: Galera Records

Sinopse: É o verão de 1939. Duas irmãs judias, vindas de Viena, são enviadas à Suécia para escapar do terror nazista. Elas acreditam que ficarão com as famílias adotivas apenas por seis meses, até que seus pais possam fugir da Áustria e levá-las para a América. Mas, como a guerra se torna cada vez mais cruel, as meninas permanecem esperando, numa afastada ilha de pescadores na costa oeste da Suécia. A mais nova, Nelli, rapidamente absorve os costumes de sua nova casa. Contente com a família que a acolheu, logo prefere usar o sueco à sua língua materna, o alemão. Nelli Steiner consegue conviver bem com a nova realidade. A irmã mais velha, porém, tem dificuldades para se adaptar. Steffi se sente excluída e sua mãe adotiva é tão fria, indiferente e alheia quanto a ilha inacessível que vivem. Além disso, a menina pensa constantemente nos pais, ainda em perigo na Áustria, e se pergunta se voltará a vê-los algum dia. Best seller em seu país de origem, Uma ilha no oceano foi o primeiro romance de Annika Thor. Transformado em uma popular série de televisão, com roteiro da própria autora, é um tocante relato de sobrevivência e superação.

Esse foi mais um livro que se passa na época na Segunda Guerra, porém, um pouco diferente dos que eu já li. Em Uma ilha no oceano acompanhamos a história de duas irmãs judias que moravam em Viena, na Áustria, mas depois que os nazistas tomaram o país e elas foram obrigadas a saírem de sua casa e se mudarem para um lugar onde dividiam com outras famílias, seus pais decidem mandar as filhas para Suécia.

Chegando lá, elas pensam que ficarão na cidade, só que não é o que acontece. Elas acabam em uma ilha, e mesmo assim tinham esperança de ficarem juntas com uma mesma família, só que - de novo - não é o que acontece! rsrs

Steffi e Nelli tem que se adaptarem ao novo idioma e os novos costumes do lugar onde vivem agora, e Nelli se sai melhor nessa tarefa do que Steffi. Nelli gosta de sua nova mãe adotiva e de seus "irmãos", já Steffi é a que mais sofre. Ela sofre bullying de algumas garotas na escola - Sylvia arrr - e se sente muito sozinha na ilha.

Steffi é basicamente nossa personagem principal, o livro é narrado em 3º pessoa, mas temos o foco só em Steffi. Eu gostei muito dela, é uma personagem muito forte! Mas em alguns momentos ela se permite a fraqueza, o que é completamente compreensível.

“Não, ela não está no fim do mundo. Está numa ilha no oceano, mas não está sozinha.”

Os novos pais adotivos de Steffi, Tio Evert e Tia Märta, bom, a sua nova "mãe" é bem rígida, vive de mal humor, mas com o tempo mostra sua afeição por Steffi. E seu novo "pai" trata ela muito bem, desde o inicio.

Nelli vive com Tia Alma, que é super doce com ela e a trata como filha. Nelli se acostuma rapidamente a tudo, tem só 8 anos, e não entende muito bem essa situação. Já Steffi tem a esperança de que seus pais consigam o visto para os Estados Unidos e busquem elas, para viverem em paz e em família novamente.

Mas com o passar do tempo, Steffi percebe que talvez isso possa demorar para acontecer.

Minha Opinião 

A autora tem uma escrita simples, super rápida de ler, mesmo sendo em 3º pessoa. Eu amei isso livro, estou gostando cada vez mais de livros que passam nessa época da Segunda Guerra, mas como disse lá em cima, como as personagens estão nessa ilha, não tem realmente cenas de guerra.

O livro é curtinho, eu terminei ele em dois dias. A leitura desse livro me tocou demais, e além disso, me fez me apaixonar por cada personagem. É uma leitura super envolvente e leve ao mesmo tempo.

Quer um livro para se apaixonar? Então leia Uma ilha no oceano! Tenho certeza que não irão se arrepender! 

Nota: 4,5 estrelas  
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